De acordo com o MPF, o grupo concorria entre si com a finalidade de desviar verbas públicas.

Justiça Federal em João Pessoa, na Paraíba Kleide Teixeira/Jornal da Paraíba A Justiça Federal em João Pessoa suspendeu todos os contratos com entes públicos de quatro empresas de um mesmo grupo familiar, suspeitas de fraudar licitações de merenda escolar em toda a Paraíba.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), parentes sócios de empresas de fachada concorriam entre si com finalidade de desviar verbas públicas. O G1 tentou entrar em contato com as empesas citadas pelo MPF, todas localizadas em Campina Grande.

A SM Distribuidora de Alimentos EIRELI e a MCM Distribuidora de Alimentos EIRELI informaram que só podem passar posicionamentos sobre o assunto a partir da próxima segunda-feira (27).

Já a Santa Maria Comércio de Alimentos LTDA – M e a Máxima Distribuidora de Alimentos LTDA – ME não atenderam as ligações até as 15h desta sexta-feira (24). As informações que baseiam as suspeitas foram levantadas por meio de uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que constatou irregularidades no período de janeiro de 2014 a maio de 2017. Até o julgamento da ação ajuizada pelo MPF, as empresas ficam impedidas de participar de licitações ou de firmar novos contratos com entes públicos, e têm os contratos em andamentos suspensos em qualquer esfera. Segundo a Assessoria de Pesquisa e Análise (ASSPA) do MPF na Paraíba, houve participação conjunta das empresas do grupo em diversos processos licitatórios no estado entre os anos de 2005 e 2019, aparentemente concorrendo entre si para simular competitividade em licitações.

Já segundo dados do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), nos últimos seis anos foram movimentados mais de R$ 88 milhões em contratos com municípios paraibanos.

De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), de janeiro de 2014 a maio de 2017 foram pagos mais de R$ 57 milhões.

Conforme a Justiça, a liminar de suspensão se impõe como medida preventiva para impedir que as empresas continuem infringindo o caráter competitivo dos procedimento licitatórios.